CMCB ganha 128 medalhas em competições de Astronomia e Astronáutica em 2022

21 de novembro de 2022 - 10:01 # # #

Os alunos do Colégio do Corpo de Bombeiros do Ceará conquistaram 114 medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e 14 na Mostra Brasileira de Foguetes (MoBFog), totalizando 128 condecorações nas duas maiores competições estudantis nacionais promovidas pela Agência Espacial Brasileira em 2022.

Como consequência dos bons resultados obtidos, 40 alunos do CMCB foram convocados para participar das seletivas para as olimpíadas internacionais de astronomia em 2023. Além disso, três equipes de estudantes da escola foram convocadas para participar da Jornada Brasileira de Foguetes, um evento que ocorre no mês de março do próximo ano, na Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, envolvendo os alunos que obtiveram os melhores alcances em lançamentos de foguetes durante a Mostra em suas próprias cidades.

Os números expressivos coroam uma trajetória de seis anos dedicados à astronomia na escola, que é a única instituição de educação básica do país a contar com uma disciplina obrigatória de Astronomia no currículo. De lá para cá, foram nada menos do que 502 medalhas obtidas, no total, na OBA e na MoBFog.

“As olimpíadas são uma parte importante do processo de desenvolvimento da disciplina porque dão objetivos palpáveis e metas com prazo relativamente curto a alcançar. É uma forma de dar sentido ao esforço que a gente estimula esses meninos a fazerem. Mas certamente há muito mais a se explorar nessa oportunidade única que é termos uma disciplina de astronomia na escola”, explica o capitão Romário Fernandes, professor de astronomia da escola.

Davi Barroso, aluno do 7° Ano, concluiu esse ano a disciplina curricular de astronomia da escola com dedicação exemplar. Tirou nota máxima em todos os trabalhos práticos, que envolveram desde a observação detalhada da sombra projetada por uma vareta com o passar das horas de um dia até a identificação correta de planetas e constelações no céu noturno, e ainda pretende dedicar uma parte das férias ao projeto preferido da disciplina: a construção e o lançamento de foguetes de garrafa PET. Nas sessões de lançamento realizadas durante as aulas, um dos foguetes projetados por ele voou por 213 metros, um possível recorde cearense para foguetes movidos apenas a água e ar comprimido.

“Aprender sobre os mistérios dos astros, planetas e coisas do espaço me deixa bem feliz, porque gosto muito desse assunto. E o melhor de tudo é que a gente aprende se divertindo. Pra mim uma das melhores partes está sendo a construção e os trabalhos com o foguete, porque envolve a família, os amigos e a  escola. Eu me sinto muito feliz e importante com essa experiência de construir um foguete que pode voar pra muito longe”, relata Davi.

Para quem já passou do 7º, existe a opção de seguir estudando o tema por meio do ingresso no AstroRQ, o Clube de Astronomia do CMCB. Os atuais alunos do 3º ano do Ensino Médio foram os primeiros a ter a oportunidade de se integrar ao projeto. Para alguns, como a Bianca Lima, que acumula sete medalhas na OBA e na MoBFog, a experiência foi especialmente imersiva. A primeira presidente eleita do AstroRQ acabou orientando a própria escolha profissional para o campo da astronomia. Ela mira o curso de ciência da computação, de olho na possibilidade de contribuir para a exploração espacial, um campo com amplas perspectivas de crescimento num futuro próximo.

“Me entrosei cedo no clube, sendo incentivada pela minha curiosidade e pela vontade de conhecer algo novo. Ao longo do tempo eu percebi que aquela experiência estava mudando a minha forma de encarar o mundo. Por conta disso, em meio aos amigos que fiz por lá, e com o apoio e dedicação do nosso professor, eu tive uma noção do futuro que queria construir. Afirmo que o clube de astronomia me fez alguém melhor, que me ajudou a crescer como estudante e que abriu minha visão de futuro, me levando a acreditar que produzir pesquisas é uma forma de mudar o mundo”, pondera Bianca.

Nesse ano, além de terem ido diversas vezes ao Planetário Rubens de Azevedo, do Centro Dragão do Mar, para aulas práticas e atividades gamificadas, os integrantes do AstroRQ visitaram a Seara da Ciência, da Universidade Federal do Ceará, que abriga um museu científico interativo e um observatório astronômico, e viajaram até o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim (RN), base utilizada historicamente para lançamentos de foguetes e atualmente dedicada ao monitoramento de satélites lançados pela Agência Espacial Europeia a partir da Guiana Francesa.

“A Astronomia é um campo de possibilidades infinitas e a gente faz o possível para oferecer aos alunos oportunidades de experiências variadas, que tragam a eles um gostinho dessa amplitude, de tudo o que a ciência astronômica toca e nos ajuda a compreender”, sintetiza o capitão Romário.